quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sonho de consumo.


Oh, sonho de consumo.  Venho esperando-te por tanto tempo, mas, agora que te achei, suplico-te para que me esperes. Eu queria poder prometer-te que serás meu logo, e só meu, porém não tenho nada para oferecer por ti. Enquanto não és meu, passo constantemente por aquela rua procurando teu brilho do outro lado da janela. Sim, namoro-te a todo instante, até em pensamentos. Não te preocupes, não te deixarei por um só momento, te vigiarei para que não roubem-te de mim. Tenho pressa em tocar-te, sentir teu tremor, tua velocidade, tua pressa, teu cheiro... Assim que eu sentir teu cheiro, tenhas certeza de que este será o único que ei de querer sentir por toda a minha vida. Oh, sonho de consumo. Quero rodar e acordar toda a cidade contigo, quero me lembrar de cada momento que teremos. Não posso prometer-te eternidade, mas estarei contigo até o momento que aguentarmos juntos. No caso, até quando tu aguentares. Não me canso de olhar-te. E sabe, queria que tivesses a cor do amor. Tens uma cor que não condiz contigo, um tom amarelado que, particularmente, odeio. Engraçado que, em ti, parece ser a cor mais linda do mundo. Mas podemos mudar isto, certo? Se não, então apenas leves-me dentro de ti. Espere-me, oh sonho de consumo. Suplico-te, espere-me...

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