sábado, 11 de dezembro de 2010

Adoro esse olhar meigo que brilha a todo o momento, vou roubá-lo para mim.
Querida, sinto dizer-te que não somos mais os mesmos. Ambos sabemos que não há lugar para onde possamos correr. A linha que amarrei na ponta de nossos dedos estourou novamente e me parece que não há espaços para outros nós, ela já está cheia deles. A pequena bolsa de ar que nos envolvia está prestes a explodir, e não consegui encontrar espaço algum para tentarmos permanecer um pouco mais dentro dela. A chave que me destes para abrir teu coração já não me serve mais, deixei-a quebrar enquanto tentava abrí-lo aquela última vez. Teu cheiro, teu gosto e tua voz não me são mais familiares, e eu sinto muito. Sinto por não poder tornar esse sentimento eterno antes que chegasse ao fim.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Eu sempre soube que ele seria o único garoto que me faria sorrir daquele jeito, mas nunca quis que ele soubesse; que me roubaria os pensamentos, mas nunca quis olhá-lo nos olhos; que me prenderia todas as vezes que me roubasse um beijo, mas tentei não transparecer; que me faria ter vontade de ficar o dia inteiro deitada em seus braços, mas o evitei todas as vezes que tentou me abraçar. Eu sempre fui a garota errada para ele, todos sabem. Eu sempre gostei de quando ele me ligava no meio da noite para saber se estava tudo bem comigo, só porque teve algum pesadelo que me envolvia; de como ele perdia a noção do tempo quando estava comigo. Eu sempre amei ouvir a voz dele dizendo que me amava e eu sei que doía quando eu não dizia nada depois disso. Sei que ele esperava de mim mais do que eu podia oferecer. Eu só não quis machucá-lo; não quis ter de vê-lo chorar novamente. Só quis ter certeza de que ele confiaria em mim e de como, realmente, me sentia ao lado dele. E, agora, eu voltei. Voltei para ser tudo para ele.

terça-feira, 19 de outubro de 2010

Prometo.

Prometo cantar todas as canções para ti; colar tuas fotos na parede para que não penses que te esqueci; aconchegar-te em meu peito para que te sintas segura. Prometo tornar cada linha tênue mais firme, para que não haja rompimento algum; gravar todas as tuas maneiras de me olhar; ensinar-te a voar. Prometo desfrutar de cada segundo como se fosse o último ao teu lado; arrepender-me apenas de não te dizer como és importante para mim; fazer melodias que te façam mais feliz. Prometo ser-te fiel em todos os momentos; dizer-te que a amo sempre que necessário; partir sem o coração apertado. Prometo voltar sempre que quiseres; levar-te para onde eu puder; ver-te dormir quando a noite cair. Prometo cumprir as promessas; esquecer o que não interessa; abraçar-te enquanto há tempo. Prometo fazer-te companhia; escrever-te uma poesia; buscar tua felicidade onde ela estiver. Prometo fazer-te feliz assim como tu me fazes sorrir e te manter sempre aqui, somente para mim.

domingo, 17 de outubro de 2010

Domingo tedioso; chuvoso. Sentei-me na calçada, olhei para o céu e esperei um milagre. A chuva cessou. Olhei para os lados, não vi ninguém. Murmurei alguma coisa insignificante. Pegueium cigarro no bolso da jaqueta. Olhei para o céu novamente. Um feixe de luz me cegou por um segundo. Eis que surge um anjo. Rosto delicado e pálido; cabelos medianos e escuros. Nas costas, asas - belas asas; enormes – desenhadas, ou melhor, tatuadas. Ela sentou-se ao meu lado e arrancou o cigarro de meus dedos. Não disse nada, apenas me encarou por algum tempo. Eu tinha medo de tocá-la. Meus dedos rudes poderiam ferir sua pele frágil; meus lábios frios poderiam congelar seu coração. Então apenas olhei para ela, para gravar cada centímetro; cada traço; cada semblante de seu rosto, antes que ela sumisse com o sol. Procurei diversos defeitos, não encontrei algum.  Sua voz encantadora quebrou o silêncio: “Não vais perguntar quem sou eu?”. Olhei para seus lábios enquanto pronunciava as palavras. “Não!Já sei quem é. Sonhei com você várias vezes”. Ela sorriu, meu coração derreteu. “E quem disse que sou como a guria dos teus sonhos? Posso ser deveras diferente”.  Ah, aquela voz adentrava meus ouvidos como uma canção de ninar. “Impossível”, eu disse enquanto sorria. Conversamos por horas. O sol tocou o chão e as estrelas apareciam como lágrimas no céu. Segurei sua mão.Senti meu coração acelerar e o dela também. Ela olhou para mim e tocou seus lindos lábios nos meus. Naquele momento eu soube que ela era o milagre que eu venho esperando por todo esse tempo.

Oito.

Mas que diabos é isso que eu sinto por você que não acaba nunca? Por que a vontade dos seus lábios aumenta a cada dia? Amanhã faz oito meses e eu ainda lhe amo tanto quanto a primeira vez em que eu lhe vi. Como é que você faz isso? Sei que não acreditou quando lhe disse que sem você não conseguiria mais sorrir. Claro que eu sorri, mas não como quando estava ao seu lado. Não mais senti meu coração bater tão acelerado a ponto de senti-lo na garganta. Entende agora? Não é o que me faz querer sorrir, é o que me faz lhe querer aqui. O que é que aconteceu, minha pequena? Por que deixou de me amar tão rápido? Não vê? Meu coração bate apenas por você.

sábado, 18 de setembro de 2010

Sete.

Sete meses sem você e eu ainda sinto sua falta. Talvez um pouco mais do que deveria sentir. Sete meses que tento não pensar em você, mas acabo pensando mais ainda. Não adianta, nunca soube o que escrever para você. O final é sempre o mesmo... Eu te amo!

quarta-feira, 15 de setembro de 2010

Sonho de consumo.


Oh, sonho de consumo.  Venho esperando-te por tanto tempo, mas, agora que te achei, suplico-te para que me esperes. Eu queria poder prometer-te que serás meu logo, e só meu, porém não tenho nada para oferecer por ti. Enquanto não és meu, passo constantemente por aquela rua procurando teu brilho do outro lado da janela. Sim, namoro-te a todo instante, até em pensamentos. Não te preocupes, não te deixarei por um só momento, te vigiarei para que não roubem-te de mim. Tenho pressa em tocar-te, sentir teu tremor, tua velocidade, tua pressa, teu cheiro... Assim que eu sentir teu cheiro, tenhas certeza de que este será o único que ei de querer sentir por toda a minha vida. Oh, sonho de consumo. Quero rodar e acordar toda a cidade contigo, quero me lembrar de cada momento que teremos. Não posso prometer-te eternidade, mas estarei contigo até o momento que aguentarmos juntos. No caso, até quando tu aguentares. Não me canso de olhar-te. E sabe, queria que tivesses a cor do amor. Tens uma cor que não condiz contigo, um tom amarelado que, particularmente, odeio. Engraçado que, em ti, parece ser a cor mais linda do mundo. Mas podemos mudar isto, certo? Se não, então apenas leves-me dentro de ti. Espere-me, oh sonho de consumo. Suplico-te, espere-me...

sexta-feira, 27 de agosto de 2010

9.


Você corre e foge e se esconde. Você grita e chora e não aprende. Você sente o coração bater mais lento e dói, dói como se estivessem apertando-o. Você senta e sofre e se cala. Você sai e esquece e destrói o silêncio. Prédios e carros e luzes e caos e tudo ao seu redor. O mundo está bem aqui. Você ri e olha para o céu e se perde em pensamentos. Você some e aparece e não tem arrependimentos.  Você sente o vazio clamar aquele nome e dói, dói como se a ferida fosse aberta novamente. Filmes e lembranças e amor e chocolate. Ele não está mais aqui. Você deita e liga e implora. Você pede e se aproxima e se engana. Você vê e sente e se apaixona. Você quer e não pede e não se desculpa. Você sente falta e dói, dói saber que ele não vai voltar. Você abraça e sorri e ama. Você crê e tem esperança. Você dorme e olha e não o vê. Você sonha e deseja e precisa. Vozes e músicas e piadas e risadas. O vento não o trouxe mais aqui e dói... Dói como aquele adeus tem doído por todo esse tempo.

sábado, 21 de agosto de 2010

Feriado.


Você sabe que quando eu disse não, eu quis dizer sim 
Todas as vezes que eu te vi, fui mais feliz 
Por todos os lugares que passei, te procurei e chorei 
Por não te ter mais aqui 
Cada pesadelo que tive, me preocupei com você 
Em cada sonho que eu te vi, me reinventei 
Só pra te fazer sorrir 
Por todas as noites te cobri e rezei pra não partir 
Por todos os dias que não tive você, eu quis mais ainda te ter 
Sempre quis ter um segundo a mais, pra lembrar um pouco mais 
De como você me faz rir 
Sempre quis parar o tempo, gravar algum momento 
Que te traga de volta pra mim 
Eu quis guardar seu cheiro, mas ele sumiu com o vento 
Que não te trouxe mais aqui 
Quis curar os machucados que ao longo do feriado 
Me fizeram desistir... 
Desistir de te ter de novo aqui.

quarta-feira, 4 de agosto de 2010

Mãe.

Já passou da meia noite. Ainda quero olhar para você. Ainda quero que conte histórias para eu adormecer; que me dê um beijo de boa noite e diga para eu ter bons sonhos; ter a ilusão de que isso tudo nunca vai acabar. A ilusão de que você nunca morrerá. Já é hora de ir para a escola. Ainda não quero ir. Ainda quero te abraçar; enxugar suas lágrimas; ser mais forte que você, pra você se sentir protegida; dizer que te amo. Já é hora de passar um tempo fora de casa. Mas ainda quero dizer que você é tudo o que eu tenho na vida; fazer você dormir; ouvir que você se preocupa comigo; que você me pegue no colo; que você diga que tudo vai ficar bem; que me cubra à noite; que me dê conselhos; que seja mais amiga; te ver sorrir. Já é hora de crescer. Ainda quero que brigue comigo; ver seus olhos brilharem; te dar tudo o que eu puder; te orgulhar.

Anjo.


Não vá, anjo. Ainda quero sonhar com você. Ainda quero fazer o mesmo pedido de todas as noites. Quero pedir mais uma vez para que me cubra todas as noites e me dê um beijo na testa. Oh, anjo. Tens mesmo de ir? Quero que enxugue minhas lágrimas. Que me abrace todas as vezes que eu tiver um pesadelo. Anjo, prometa que vai ficar mais algumas noites? Só até eu deixar de ter medo do escuro que tanto me apavora. Só até eu aprender a voar com as minhas próprias asas. Anjo, quero te fazer feliz. Assim como você me faz. Não vá. Preciso confessar que não sei amar. Mas posso aprender se você ficar. Não vê? Estou quase lá. Por favor, meu coração precisa de você. Anjo... Não me deixe sem saber o que fazer, sem o que dizer. Meu anjo, de que adianta viver se eu não tiver por perto você?

terça-feira, 3 de agosto de 2010

Vou precisar de você.

10h27min. Manhã de domingo. Sentei num murinho. Esperei você chegar. O vento soprava as folhas das árvores. As folhas menores caíam sobre a minha cabeça. 10h33min. Ainda esperava. Ansiosa. 10h38min. O celular tocou. Era você. Sua voz tão linda me fez sorrir. 10h42min. Um mendigo passou. Falou coisas engraçadas. Troquei duas palavras com ele. Sorri. O vento ainda batia forte. 10h47min. Olhei para o lado. Você estava vindo. Minhas mãos tremeram e o sorriso apareceu. Não sabia direito o que fazer, nem o que falar. Você me abraçou. Ah, isso me trouxe paz. Beijamo-nos. Talvez meu coração tenha acelerado por 3 segundos e depois voltou ao normal. Segurei sua mão. A minha suou. É... Já fazia algum tempo que eu não ficava desse jeito perto de alguém. 11h13min. Sentamos em um banco. Não havia mais ninguém ali, além de um mendigo dormindo em um dos bancos. Senti-me tão bem ali, conversando com você. Vendo cada movimento dos seus lábios enquanto você falava. Vendo cada movimento que seus olhos faziam no intervalo de tempo em que você desviava-os dos meus. Falei demais àquele dia, confesso. Depois que nos despedimos, dei cinco passos e já senti vontade de ver você novamente. Fazia tempo que não sentia isso por alguém. Eu não sei o que você fez. Mas fique, por favor. Acho que eu vou precisar de você por mais algum tempo.

quinta-feira, 29 de julho de 2010

Ei amor.


Ei amor, por mais quantos domingos você pode me esperar? Eu sei que você não gosta de me ver partir, mas eu precisava. Espero que você fique bem essa noite. Espere-me, voltarei logo para casa. Ei amor, não se preocupe. Eu preciso só de você. Por que não disse alguma coisa bonita para eu levar comigo até a volta? Sinto falta das suas palavras. Trouxe comigo aquela blusa que você adora vestir. Talvez a saudade diminua se eu puder sentir seu cheiro até adormecer. Ei amor, espero voltar logo e te ver sorrir. Minhas lágrimas estão pedindo seus abraços. Sinto-me quase vazia por dentro, deixei tudo com você. Ei amor, o medo de te perder aumenta a cada segundo. Eu preciso demais te dizer que agora percebi que te amo mais que tudo. Logo estarei de volta, meu amor. Logo verei você correr para mim, com o sorriso mais lindo que você tem. Logo beijarei seus lábios e nunca mais sairei do seu lado. Ei amor, só não vá me esquecer. Eu não vivo mais sem você.

quarta-feira, 28 de julho de 2010

3.


Não entendo porque tem que ser desta maneira. Tu não podes apenas pedires desculpas e me abraçar? Por que tu preferes fazer lágrimas caírem de meus olhos? Por que tu sempre arranjas alguém para culpar? O erro nunca pode ser somente teu? Tuas palavras já não me fazem mais sorrir. E parece que não te preocupas com isto. Mas, se queres saber, tu ainda me deixas sem ar. Por que queres me esquecer? Errei em discordar de ti?  Não quero que me digas adeus. Só encontro paz em teus olhos. Principalmente quando os vejo abrir logo pela manhã. Podemos consertar as partes quebradas que encontrei no teu peito, não podemos? Só não digas que queres consertá-las sozinho. Não te esqueças das tardes em que o sol se misturava com o mar. Quando dizias que duraríamos até os últimos dias. Juntos. Quando dizias que se eu te pedisse para ficar, ficarias até o mundo acabar. E então? Digas que ainda será meu. Fique. E se eu dissesse que sinto muito? Adiantaria? Só não quero que tu digas adeus.

terça-feira, 27 de julho de 2010

Se.


E se eu precisasse de cinco acordes? 
Se a melodia fosse você? 
Você ficaria mais uma noite ao meu lado? 
E se eu perdesse o controle? 
Se meu coração disparasse quando suas mãos tocassem as minhas? 
Você diria que não vive sem mim? 
E se eu precisasse provar todos os gostos antes de você? 
Se eu precisasse ter certeza de que eu quero só você? 
Você ainda dormiria comigo nas noites de sexta? 
E se a música perdesse a rima? 
Se os seus ouvidos não quisessem me ouvir? 
Você procuraria outra pessoa pra cantar pra ti? 
(...)

segunda-feira, 26 de julho de 2010

Tatuagem.


2h47min. Esqueci a chave de casa no seu apartamento. Tive de ir buscá-la. Encontrei-a em cima da mesa. Ao lado dela havia um papel amassado. “Fique aqui esta noite? Quero acordar com o seu sorriso”. Deixei a bolsa no sofá. Deitei ao seu lado. Dei um beijo na ponta do seu nariz. Você sorriu e me abraçou. Eu dormi. 4h20min. Abri os olhos e você não estava lá. Olhei na sacada e você estava sentado lá. Fumando, para variar. Perguntei o que você fazia acordado tão cedo. E você disse que não entendia o que uma garota como eu estava fazendo com um inútil como você. Eu sorri, te beijei e disse que o amor era assim mesmo. Voltei para a cama e dormi novamente. 8h03min. O sol bateu em meu rosto, me fazendo acordar. Não te encontrei. Tive medo. Medo de que você tivesse me deixado. Você sempre deixava algum recado na geladeira quando saía. E dessa vez não havia encontrado nada ali. No seu guarda-roupa ainda havia a maioria de suas peças de roupa. Isso me acalmou. 11h51min. Você apareceu. Perguntei onde você estava e por que não deixou um recado. Você disse que ia estragar tudo se dissesse aonde ia. Mas que não tinha feito nada demais. Disse que foi na casa do seu amigo porque precisava fazer uma coisa. Uma coisa para mim. Fiquei confusa quando te ouvi dizer isso. Perguntei o que era. Você abriu a camisa e ali estava um coração humano. Tatuado no lado esquerdo do peito. Cheio de veias e artérias. E bem no meio o meu nome. Perguntei se você era idiota e se você sabia que nada dura para sempre. Você sorriu, me beijou e disse que o amor era assim mesmo. Perguntei o que você faria com o nome que estava tatuado em seu peito caso eu te deixasse. Você me olhou calado por alguns instantes. Depois disse que amor de verdade só existe um, e que o seu coração sempre carregaria o meu nome, assim como a tatuagem.

quarta-feira, 21 de julho de 2010

Para você.

Tentei tantas vezes te fazer enxergar que eu estou aqui. Não consigo mais resistir aos seus lábios. Principalmente quando você sorri. Queria você aqui. Queria você para mim. Seus olhos me trazem paz. Deixe com que eu me sinta protegida em os seus braços. Deixe-me acreditar que você pensa em mim todas as noites, assim como eu penso em você. Seus olhos têm visto muita dor, e eu não consigo suportar isso. Pensei em te dizer o que sinto quando te vejo. Mas não sei se tenho coragem. E sabe de uma coisa? Odeio esses textos que escrevo para você.

segunda-feira, 19 de julho de 2010

r.


Nem tudo o que eu escrevo é para, ou sobre, você. Mas em seus olhos encontro o meu desejo de escrever.

domingo, 18 de julho de 2010

A: Te esperei por tanto tempo. Pensei que você nunca viria. Pensei que tivesse se esquecido.
B: É difícil esquecer quando sinto um vazio enorme quando você não está por perto.

sábado, 17 de julho de 2010

19.


Lembra-se daquela noite em que você deitou ao meu lado e disse que tinha uma surpresa? Minhas mãos tremiam tanto. Lembra-se de quando pegou o violão e começou a cantar? “Menina linda, você quer me namorar?”. Nunca senti meu coração bater tão rápido. Você mordia o seu piercing do canto do lábio enquanto esperava a minha resposta. Senti minha voz falhar ao dizer que sim. E você sorriu o meu sorriso preferido. Sentou na minha frente, aproximou seus lábios dos meus e disse “Eu te amo minha pequena”, e então me beijou. Isso quase me deixou sem ar. Você se levantou, abriu a gaveta do seu armário, tirou de lá uma caixinha e guardou no bolso. “Agora vem comigo”, foi o que você disse enquanto me puxava pelo braço. Você me levou até um lugar onde dava para ver a cidade de cima. Ficamos lá por um tempo conversando, como sempre fazíamos. Quando o sol estava começando a aparecer você deu um sorriso tímido e disse “Eu preciso que você fique de pé”. Você se ajoelhou. Claro que eu já imaginava o que você ia fazer.  “Eu queria fazer isso da melhor maneira possível, para que você nunca se esqueça desse momento. Eu preciso de você, e vou precisar por muito tempo”. Você colocou a mão no bolso e tirou a caixinha de lá. “Eu sei que já pedi, mas não teria sentido te dar isso sem pedir outra vez” - você sorriu – “Quer namorar comigo?”. De novo você sorriu o meu sorriso preferido. “Não!” eu disse, mas não consegui conter o riso. “Sua tonta”, você disse enquanto segurava a minha mão e colocava a aliança no meu dedo. Nada teria sentido se não fosse você na minha vida.

sexta-feira, 16 de julho de 2010

                                           Créditos: pH.

Essa estrela.


Queria ver o pôr-do-sol refletido nos seus olhos. Ver o brilho do sol sumindo do seu rosto. Ver o vento soprar seus cabelos. Ouvir sua voz rouca dizendo “Está vendo? Ali está a primeira estrela da noite”. Provavelmente não prestaria atenção em nenhuma de suas palavras. Estaria preocupada em descobrir porque aquela estrela te faz tão feliz. Por um instante desejaria ser essa estrela. Ter aquele brilho que te faz brilhar mais ainda. Que te faz rir sem motivo algum. Que te faz sonhar. Que te faz voar. Essa estrela que você quer ver todos os dias antes das outras surgirem. Essa que você mal consegue esperar para ver. Só de ver seu entusiasmo, sua impaciência de esperar a noite cair... Confesso que até sinto um pouco de inveja. Principalmente quando você diz “Ali está a minha estrela”. Sua estrela. Você diz isso com tanta ênfase. Queria tanto ser essa estrela que faz seus olhos brilharem de um jeito que nunca vi. Que te faz passar algumas noites em claro só porque você não quer ficar um segundo sem tê-la. Que fica te observando enquanto você dorme. Essa estrela que você nunca abandona, mesmo em dias de chuva. Que você guarda bem no fundo do coração. Podem aparecer outras idênticas ou até mais bonitas, mas você não se importa com nenhuma delas, você só precisa dessa. Só ama essa. Ah, como eu queria ser essa estrela.

O que seria de mim?


Quando olho nos seus olhos
Encontro o brilho que sempre procurei 
Eles me trazem calma, me trazem paz 
Vejo o amor dentro dos seus olhos 
E quando você sorri... 
Quero o seu sorriso só pra mim 
Guarde o seu sorriso só para mim 
Ele me faz sonhar, me faz querer viver 
Me faça entender que a razão de tudo é você, só você 
Me faça entender que o mundo não é nada sem você 
Eu disse que viveria cada dia
Mas os dias seriam vazios sem você aqui 
Me diga, o que diabos eu estaria fazendo agora 
Se tivesse te deixado ir embora? 
Certamente pensaria onde você estaria 
Pensaria se você pensa em mim todas as noites 
Como penso em você a todo instante 
O que seria de mim se você não estivesse aqui? 
(...)

quarta-feira, 14 de julho de 2010

7.


Você parece um anjo. Se eu te der a mão você me ensina a voar? Me ensina a te amar. Me mostra como as estrelas são lindas lá de cima. Você sente o coração acelerar quando eu beijo o seu nariz? Porque eu sinto minhas bochechas queimarem quando você faz isso. Ter seus braços me aquecendo durante a noite me conforta. E logo ao amanhecer, sentir seus lábios em minha testa quando estou quase despertando, é apaixonante. O seu sorriso logo aparece enquanto resmungo com os olhos fechados “só mais cinco minutos”. Então eu me arrasto para mais perto, para recostar minha cabeça no seu peito. Me sinto tão bem quando ouço seu coração bater, quando sinto sua respiração em meu cabelo. E quando abro os olhos, você está lá, tão lindo. Sua mão encontra a minha. Você dá um meio sorriso e diz “bom dia meu amor”. E isso me faz te amar tanto.

domingo, 11 de julho de 2010

Como é que você consegue me fazer te querer todos os dias? Eu tento tanto não pensar em você na maior parte do tempo, mas não consigo. Só queria te ter nos braços e nunca mais te soltar. Só queria deitar ao seu lado e nunca parar de sonhar. Em cada centímetro do seu rosto, eu encontro a perfeição. Ah, quem me dera fosse apenas em seu rosto. Mas a perfeição vem de dentro. Cada vez que te conheço mais um pouco, mais eu preciso de você. Agora me responda se essa vida não é um tanto injusta. Quando é que vou acordar com o seu sorriso iluminando minhas manhãs? Creio que nunca. Infelizmente.

sexta-feira, 9 de julho de 2010

h.


Em cada verso que escrevo aqui
Busco uma maneira de te fazer sorrir
Fique aqui comigo esta noite
Não quero acordar sem o seu olhar 
E se eu não puder te dar nada 
Além de um pôr-do-sol em frente ao mar? 
Ainda vai querer ficar? 
Só não quero te ver partir 
Se ainda estou aqui é por você 
Escrevo isso tudo sem ao menos entender 
Por que você me faz sentir assim 
Peço desculpa se não pude te fazer feliz 
Desculpa se eu não sei quando te beijar 
Desculpa se eu não sei quando dizer que amo você 
Você desistiria de mim por isso? 
Ou ainda estaria aqui pra me ensinar? 
Pra me mostrar como é amar 
(...)

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Nunca.


Não sei por que te quero tanto. Eu nunca quis te querer. Eu nunca quis te conhecer. Nunca quis saber como você trata as outras garotas. Nunca quis saber quem você ama, nem o que você faz. Nunca quis entender seus olhos confusos, nem no que você pensa antes de dormir. Nunca quis me aproximar. Nunca quis me apegar. Nunca quis te olhar, nem te adorar. Nunca quis que você aparecesse, nem saber que você tem outra. Nunca quis saber se você tem alargador, nem que tem tatuagens ou piercings. Nunca quis desejar você ao meu lado nas noites frias, nem desejar os seus lábios perfeitos. Nunca quis amar o seu sorriso, nem sentir o calor do seu abraço. Nunca!

Medo.

Eu tenho medo. Medo de te querer ainda mais amanhã. Medo de continuar comparando seus olhos com as estrelas. Medo de a vontade dos seus lábios continuar aumentando a cada dia. Medo de tudo o que eu possa sentir daqui para frente. Medo de te ver todas as noites em meus sonhos. Medo de te dar a mão e sentir que posso voar. Eu tenho medo. Medo de te amar.

Minha paz.


É sempre você. E não vejo como ser outro. Se sua voz me trás paz. Pra que procurar outras vozes? Todos os dias, pensei em você. Em todo lugar. Procurei-te a cada olhar. Mas você nunca vai estar lá. Não sei se vai ler. Mas também não sei se queria. Só sei que preciso de você. Só sei que não posso te ter.

terça-feira, 6 de julho de 2010

Um dia.

Se eu tivesse um dia com você. Só um dia. Deitaria ao seu lado até o sol acordar. Observaria como o seu cabelo voa quando o vento sopra. Olharia bem fundo nos seus olhos. Tão fundo a ponto de entender o que você pensa. Sentiria o toque de suas mãos frias. Escreveria uma canção que te fizesse sorrir. Você não sabe como é lindo ver seus lábios sorrindo. Encontraria alguma maneira de dizer que não suportaria te ver partir. Desejaria seus lábios tocando os meus até a noite cair. E então, procuraria a estrela onde se encontra a sua felicidade. Eu a daria para você. Se eu pudesse, daria todas elas. Mas eu sei que somente essa te faria sonhar. Ah, se eu tivesse um dia. Te envolveria em meus braços e pediria para sempre ser assim. Só você. Só para mim. Só para sempre.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sorriso.


É muito estranho como você me faz sentir. Cada vez que olho para você sinto que posso continuar. Cada vez que um grito de dor sai de seus lábios, sinto fúria em minhas lágrimas. E cada vez que sinto sua falta apertar aqui dentro, lembro-me de seu sorriso. O mesmo sorriso que me faz querer viver mais um dia. O mesmo sorriso que ilumina minha alma. Que acalma o meu ser. Quero sentir sua respiração em meu rosto. Segurar sua mão enquanto o sol beija o mar. Não sei se quero desistir de ter você.

Você.

É você. Você me faz querer ser uma pessoa melhor. Você me faz tentar. Tentar amar de verdade. Não a você. Quero dizer, não posso te amar. Você quase não sabe que existo. Digo, foram duas ou três palavras trocadas. Mas sempre olho suas fotos. E elas me dão vontade de escrever novamente. Talvez seja pelo brilho dos seus olhos. Sempre procurei alguém que me fizesse sorrir sem fazer nada. Que me fizesse sorrir quando não queria que eu sorrisse. E você apareceu. É assim. Sempre assim. Interesso-me pelas pessoas erradas. Mas você não me parece errado. Muito pelo contrário. Quando olho para você, sinto vontade de corrigir todos os meus erros. Vontade de ter você. Só para mim. Sim, é uma ideia estúpida. Você não pode ser meu. E isso faz de você, um erro para mim. E eu preciso parar de pensar tanto em você. Antes que os meus olhos não consigam mais desviar dos seus.