Sete meses sem você e eu ainda sinto sua falta. Talvez um pouco mais do que deveria sentir. Sete meses que tento não pensar em você, mas acabo pensando mais ainda. Não adianta, nunca soube o que escrever para você. O final é sempre o mesmo... Eu te amo!
sábado, 18 de setembro de 2010
quarta-feira, 15 de setembro de 2010
Sonho de consumo.
Oh, sonho de consumo. Venho esperando-te por tanto tempo, mas, agora que te achei, suplico-te para que me esperes. Eu queria poder prometer-te que serás meu logo, e só meu, porém não tenho nada para oferecer por ti. Enquanto não és meu, passo constantemente por aquela rua procurando teu brilho do outro lado da janela. Sim, namoro-te a todo instante, até em pensamentos. Não te preocupes, não te deixarei por um só momento, te vigiarei para que não roubem-te de mim. Tenho pressa em tocar-te, sentir teu tremor, tua velocidade, tua pressa, teu cheiro... Assim que eu sentir teu cheiro, tenhas certeza de que este será o único que ei de querer sentir por toda a minha vida. Oh, sonho de consumo. Quero rodar e acordar toda a cidade contigo, quero me lembrar de cada momento que teremos. Não posso prometer-te eternidade, mas estarei contigo até o momento que aguentarmos juntos. No caso, até quando tu aguentares. Não me canso de olhar-te. E sabe, queria que tivesses a cor do amor. Tens uma cor que não condiz contigo, um tom amarelado que, particularmente, odeio. Engraçado que, em ti, parece ser a cor mais linda do mundo. Mas podemos mudar isto, certo? Se não, então apenas leves-me dentro de ti. Espere-me, oh sonho de consumo. Suplico-te, espere-me...
sexta-feira, 27 de agosto de 2010
9.
Você corre e foge e se esconde. Você grita e chora e não aprende. Você sente o coração bater mais lento e dói, dói como se estivessem apertando-o. Você senta e sofre e se cala. Você sai e esquece e destrói o silêncio. Prédios e carros e luzes e caos e tudo ao seu redor. O mundo está bem aqui. Você ri e olha para o céu e se perde em pensamentos. Você some e aparece e não tem arrependimentos. Você sente o vazio clamar aquele nome e dói, dói como se a ferida fosse aberta novamente. Filmes e lembranças e amor e chocolate. Ele não está mais aqui. Você deita e liga e implora. Você pede e se aproxima e se engana. Você vê e sente e se apaixona. Você quer e não pede e não se desculpa. Você sente falta e dói, dói saber que ele não vai voltar. Você abraça e sorri e ama. Você crê e tem esperança. Você dorme e olha e não o vê. Você sonha e deseja e precisa. Vozes e músicas e piadas e risadas. O vento não o trouxe mais aqui e dói... Dói como aquele adeus tem doído por todo esse tempo.
sábado, 21 de agosto de 2010
Feriado.
Você sabe que quando eu disse não, eu quis dizer sim
Todas as vezes que eu te vi, fui mais feliz
Por todos os lugares que passei, te procurei e chorei
Por não te ter mais aqui
Cada pesadelo que tive, me preocupei com você
Em cada sonho que eu te vi, me reinventei
Só pra te fazer sorrir
Por todas as noites te cobri e rezei pra não partir
Por todos os dias que não tive você, eu quis mais ainda te ter
Sempre quis ter um segundo a mais, pra lembrar um pouco mais
De como você me faz rir
Sempre quis parar o tempo, gravar algum momento
Que te traga de volta pra mim
Eu quis guardar seu cheiro, mas ele sumiu com o vento
Que não te trouxe mais aqui
Quis curar os machucados que ao longo do feriado
Me fizeram desistir...
Desistir de te ter de novo aqui.
Todas as vezes que eu te vi, fui mais feliz
Por todos os lugares que passei, te procurei e chorei
Por não te ter mais aqui
Cada pesadelo que tive, me preocupei com você
Em cada sonho que eu te vi, me reinventei
Só pra te fazer sorrir
Por todas as noites te cobri e rezei pra não partir
Por todos os dias que não tive você, eu quis mais ainda te ter
Sempre quis ter um segundo a mais, pra lembrar um pouco mais
De como você me faz rir
Sempre quis parar o tempo, gravar algum momento
Que te traga de volta pra mim
Eu quis guardar seu cheiro, mas ele sumiu com o vento
Que não te trouxe mais aqui
Quis curar os machucados que ao longo do feriado
Me fizeram desistir...
Desistir de te ter de novo aqui.
quarta-feira, 4 de agosto de 2010
Mãe.
Já passou da meia noite. Ainda quero olhar para você. Ainda quero que conte histórias para eu adormecer; que me dê um beijo de boa noite e diga para eu ter bons sonhos; ter a ilusão de que isso tudo nunca vai acabar. A ilusão de que você nunca morrerá. Já é hora de ir para a escola. Ainda não quero ir. Ainda quero te abraçar; enxugar suas lágrimas; ser mais forte que você, pra você se sentir protegida; dizer que te amo. Já é hora de passar um tempo fora de casa. Mas ainda quero dizer que você é tudo o que eu tenho na vida; fazer você dormir; ouvir que você se preocupa comigo; que você me pegue no colo; que você diga que tudo vai ficar bem; que me cubra à noite; que me dê conselhos; que seja mais amiga; te ver sorrir. Já é hora de crescer. Ainda quero que brigue comigo; ver seus olhos brilharem; te dar tudo o que eu puder; te orgulhar.
Anjo.
Não vá, anjo. Ainda quero sonhar com você. Ainda quero fazer o mesmo pedido de todas as noites. Quero pedir mais uma vez para que me cubra todas as noites e me dê um beijo na testa. Oh, anjo. Tens mesmo de ir? Quero que enxugue minhas lágrimas. Que me abrace todas as vezes que eu tiver um pesadelo. Anjo, prometa que vai ficar mais algumas noites? Só até eu deixar de ter medo do escuro que tanto me apavora. Só até eu aprender a voar com as minhas próprias asas. Anjo, quero te fazer feliz. Assim como você me faz. Não vá. Preciso confessar que não sei amar. Mas posso aprender se você ficar. Não vê? Estou quase lá. Por favor, meu coração precisa de você. Anjo... Não me deixe sem saber o que fazer, sem o que dizer. Meu anjo, de que adianta viver se eu não tiver por perto você?
terça-feira, 3 de agosto de 2010
Vou precisar de você.
10h27min. Manhã de domingo. Sentei num murinho. Esperei você chegar. O vento soprava as folhas das árvores. As folhas menores caíam sobre a minha cabeça. 10h33min. Ainda esperava. Ansiosa. 10h38min. O celular tocou. Era você. Sua voz tão linda me fez sorrir. 10h42min. Um mendigo passou. Falou coisas engraçadas. Troquei duas palavras com ele. Sorri. O vento ainda batia forte. 10h47min. Olhei para o lado. Você estava vindo. Minhas mãos tremeram e o sorriso apareceu. Não sabia direito o que fazer, nem o que falar. Você me abraçou. Ah, isso me trouxe paz. Beijamo-nos. Talvez meu coração tenha acelerado por 3 segundos e depois voltou ao normal. Segurei sua mão. A minha suou. É... Já fazia algum tempo que eu não ficava desse jeito perto de alguém. 11h13min. Sentamos em um banco. Não havia mais ninguém ali, além de um mendigo dormindo em um dos bancos. Senti-me tão bem ali, conversando com você. Vendo cada movimento dos seus lábios enquanto você falava. Vendo cada movimento que seus olhos faziam no intervalo de tempo em que você desviava-os dos meus. Falei demais àquele dia, confesso. Depois que nos despedimos, dei cinco passos e já senti vontade de ver você novamente. Fazia tempo que não sentia isso por alguém. Eu não sei o que você fez. Mas fique, por favor. Acho que eu vou precisar de você por mais algum tempo.
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